PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL FAZEM PROTESTO NAS RUAS E NA FRENTE DA PREFEITURA DE GUAMARÉ

Quem poderia imaginar que Guamaré, conhecida por sua estabilidade financeira, voltaria a ser palco de manifestações de professores em busca da valorização de seus direitos? Nesta quinta-feira (03), os profissionais da educação tomaram as ruas e a frente da prefeitura, gritando alto e em bom som, ‘educação na rua, prefeito a culpa é sua’, reivindicando não apenas reajustes salariais, mas, sobretudo respeito à dignidade e esperança no ato de ensinar e aprender.

Organizado pelo Sindicato dos Profissionais da Educação do RN (SINTE/RN) e pelo SINDSERG, o protesto foi marcado pela união de vozes e forças em uma manifestação pacífica e organizada. Os professores exigiram o cumprimento de acordos previamente estabelecidos entre o executivo municipal e a categoria, incluindo a implementação do reajuste de 6,27% no piso salarial, o pagamento retroativo e outras demandas detalhadas em demonstrativos. Apesar do caráter pacífico da mobilização, a mensagem foi contundente: a luta pela valorização da educação não pode ser silenciada.

Marcelo Fonseca, Coordenador Geral do SINTE/RN, destacou o simbolismo da manifestação como um movimento unificado da classe educacional em busca da valorização da carreira e melhorias nas condições de ensino. “O ato revelou não apenas o descontentamento com a gestão atual, mas também o desejo coletivo de reconstruir um sistema educacional que priorize a qualidade de ensino e os direitos dos educadores”. Comentou.

Ao longo do dia, as discussões foram divididas em dois momentos estratégicos: pela manhã, na comunidade de Baixa do Meio, e à tarde, em Guamaré. Essas etapas demonstraram o comprometimento dos professores em manter o diálogo vivo, planejando estratégias que pressionem o governo municipal a atender suas demandas. Entre as alternativas discutidas, novas paralisações foram levantadas como possibilidade, caso as negociações não avancem.

O Prefeito Hélio Willamy havia oficializado o reajuste salarial do magistério por meio da Lei nº 847/2025, que estipulou o valor de R$ 4.867,77 para uma carga horária semanal de 40 horas. Entretanto, embora o pagamento referente ao mês de março tenha sido realizado, a categoria considera insuficiente o avanço nas pautas pendentes, reforçando que o direito à valorização vai muito além de cifras e requer ações estruturais.

Edson Rocha, Presidente do SINDSERG, afirmou que a mobilização não é apenas uma questão salarial, mas uma luta pela dignidade e reconhecimento dos profissionais da educação. Ele reiterou que: “a batalha por melhores condições de trabalho é fundamental para resgatar a qualidade do ensino e garantir um futuro mais promissor para os estudantes do município”. Enfatizou.

Veja a pauta de reinvindicação:

Proposta de pagamento acordado pelo prefeito com a categoria

Essa manifestação, ainda que pontual, abre espaço para reflexões mais profundas sobre o papel da educação como base para o desenvolvimento social e político. Os professores de Guamaré não pedem apenas salários melhores; eles clamam por respeito e pela construção de um sistema que priorize o educador, o aluno e a esperança de um país mais justo e igualitário.

Além dos professores, o evento ainda contou com a presença de servidores e dos vereadores de oposição Diego de Lisete, e Helder de Oliveira, que ouviram atentamente todas as reivindicações.

NOTA DO BLOG

O blog fez a cobertura da manifestação e ouviu atentamente cada discurso, cada reivindicação dos professores, e confesso que fiquei muito consternado. O prefeito Hélio precisa ter capacidade de gerir a máquina pública antes que a situação fique insustentável, agravada por uma equipe mal estruturada e sem visão estratégica, reflete uma administração que se tornou sinônimo de apatia e empobrecimento institucional. O que antes poderia ser visto como uma liderança promissora, hoje se traduz em uma gestão marcada pela ausência de ideias inovadoras e soluções concretas.

Sem demonstrar qualquer sinal de compromisso com os servidores para melhorias das condições estruturais das escolas, e cumprimento do acordo com a categoria, que são o verdadeiro patrimônio imaterial do município, a administração de Hélio Willamy caminha em um terreno de descrédito crescente no quarto mês de mandato. Como fazer uma pergunta não ofende e nem é pecado, como o prefeito pretende fazer pra juntar os cacos e ganhar a confiança e a credibilidade da categoria? É só uma pergunta.

Veja mais imagens clicando em cima das fotos para poder ampliá-las:

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