Operação Candeeiro: Roubo de dinheiro do IDEMA era feito através de conta fictícia.

Operação Candeeiro: Roubo de dinheiro do IDEMA era feito através de conta fictícia.

idemaO desvio de dinheiro do Idema, investigado pela Operação Candeeiro, do Ministério Público Estadual (MPRN), era feito por meio de uma conta bancária fictícia, sem conhecimento de órgãos de controle.

A conta foi criada pelo departamento financeiro do Idema, que estava ligado à Gudson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, ex-diretor administrativo do Instituto, apontado como o idealizador do esquema.

De acordo com o Ministério Público Estadual, a partir dessa conta corrente, chamada de “conta mestre”, eram encaminhados recursos para a APA Bonfim, uma conta desconhecida de onde eram efetuados os pagamentos para as empresas envolvidas no esquema. Para que o dinheiro fosse liberado, Gutson e Clebson Bezerra, diretor financeiro do Idema, assinavam ofícios fantasmas para o Banco do Brasil.

As transferências não eram registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira do RN (SIAF), uma vez que não havia ligação contratual entre o Idema e as empresas beneficiadas.

No total, R$ 19.321.726,13 foram desviados do órgão do Governo para sete empresas. Segundo as investigações o dinheiro foi destinado a diversos investimentos. As investigações apontaram que a academia Prime, no conjunto Cidade Satélite, foi construída com os recursos desviados. Além disso, dois ex-estagiários do Detran compraram uma equipadora localizada no Midway Mall (Toreto Equipadora).

Gutson e Clebson foram detidos na manhã desta quarta-feira, assim como João Eduardo de Oliveira Soares, que também atuava no departamento de finanças do Idema, e Renato Bezerra de Medeiros, que não tinha vínculo de trabalho com o órgão. O quinto mandato de prisão, em desfavor de Antônio Tavares Neto, ainda não foi cumprido porque ele não foi localizado.

A Operação Candeeiro foi deflagrada na manhã de hoje. Ao todo, participam da operação 26 promotores e cerca de 100 policiais em Natal, Parnamirim, Santana do Matos e Mossoró. Os suspeitos devem responder pelos crimes de associação criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documento público, uso de documento falso, extravio, sonegação e inutilização de livro ou documento.

Veja a relação de empresas beneficiadas e os valores recebidos:

A Macedo Mafra – ME: R$ 1.529.948,15

Fabiola Mercedes da Silveira – ME: R$ 3.061.913,80

Conceito Rent a Car Ltda – ME: R$ 3.224.713,18

J de O Soares – ME: R$ 3.493.024,77

Ramon Andrade B F Sousa – ME: R$ 3.999.392,16

M D S de Lima Serviços – ME: R$ 891.313,40

Antônio Tavares Neto – ME: R$ 3.121.402,67

Fonte: TN Online

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